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SAMPA BLOG

Colo com Amor: a abordagem brasileira para carregar bebês com a ajuda dos facilitadores de colo.

A abordagem Colo Com Amor é uma construção coletiva da Rosângela Alves em parceria com várias mães e pais interessados na promoção da cultura de colo. Temos nos encontrado virtualmente em um grupo de discussão, que reune profissionais da saúde, empreendedoras do carregamento com pano, usuários e entusiastas da prática.

Para conhecer todo mundo, peça para entrar no grupo: Colo Com Amor no Facebook

A abordagem Colo Com Amor tem por característica primordial a disseminação dos saberes sobre bebês de colo e troca de experiências, com enfoque para a produção (intelectual e prática) BRASILEIRA. O que significa que é uma abordagem nacional, para reunião e registro da cultura de colo no Brasil atual.

Depois de um tempo de muita conversa e reflexão, troca de experiências e estudo de evidências, elaboramos algumas diretrizes da abordagem - para clarear o que nos motiva e nos diferencia, frente a tantas outras formas de se enxergar o carregamento no pano.

Hoje você conhece nossas diretrizes, leiam! Vocês vão gostar!

DIRETRIZES COLO COM AMOR

Entendimento integral das coisas

A aborgadem Colo Com Amor é de embasamento holístico. E por holístico, temos o entendimento integral das coisas. O olhar para o todo que envolve uma mãe, seu bebê e a saúde de ambos, no encontro de várias áreas de conhecimento. Observamos o colo como uma prática, aprendizado e manifestação cultural apoiada em uma série de sabedorias. Desde a bagagem ancestral, a quem honramos e respeitamos, passando por aspectos do desenvolvimento motor, psicosocial e emocional dos bebês e necessidades reais das mães (ou outros adultos carregadores).

Princípio Humanizante

O contorno da abordagem Colo com Amor, é o princípio básico da humanização. Em oposição à outras abordagens em desenvolvimento no mundo da cultura de colo, o colo é a finalidade, e os panos são o meio. E entre essas duas coisas existe um universo de vivências que entendemos ser o modelo humanizado. Parafraseando Antônio Cândido, entendemos que humanizar a prática significa "confirmar no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, o senso de beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor”.

Escuta ativa

Em sintonia com o princípio humanizante, entendemos que o uso dos carregadores se apoia em diversos saberes e é transferido entre pessoas interessadas tanto em manter viva a cultura do colo como em gozar de seus benefícios inestimáveis, porém pessoas em contextos. E contextos são múltiplos, tanto quanto as pessoas. Sendo a interação entre os indivíduos e o meio uma condição para a aprendizagem, não estabelecemos regras rígidas à priori no que diz respeito à posição do bebê, tipos de amarração, tipos de tecido ou afins. Na abordagem Colo Com Amor a escuta ativa das especificidades é mais importante do que ideais de perfeição. A vivência plena da maternidade e proteção afetuosa da primeiríssima infância são mais importantes do que as técnicas. Este princípio se estende tanto para o adulto carregador como para o bebê carregado, que vemos deliberadamente esquecido por abordagens não humanizadas de carregamento.

Balizas de Segurança

Em constante articulação entre teoria e prática, aprendemos que há algumas balizas de segurança para o uso de carregadores, no que diz respeito à posição do bebê e qualidade dos tecidos e amarrações. As balizas de segurança não são regras, e sim observações óbvias para pragmaticamente evitar acidentes. De maneira nenhuma entendemos que as balizas de segurança podem ser usadas para oprimir, coagir ou interferir na simbiose entre bebê e adulto carregador. No entanto, cabe a observação dos seguintes aspectos (baseado no TICKS, conjunto de segurança para carregadores desenvolvido em 2010 no Reino Unido)

BRAQS

1) Bem Ajustado: Slings e carregadores devem ser apertados o suficiente para manter seu bebê perto de você da forma que seja mais confortável para ambos. Qualquer folga / tecido solto permitirá que seu bebê a deslize no tecido, o que pode dificultar a sua respiração e forçar as suas costas. Consideramos aqui os nós dos carregadores, bem como a qualidade das argolas e fivelas no que diz respeito ao peso suportado e condições de travamento. Essa baliza norteia a segurança mecânica do carregador e do bebê no carregador.

2) Rosto visível: você deve sempre ser capaz de ver o rosto do seu bebê, simplesmente olhando para baixo. O tecido de sling ou carregador não deve se fechar em torno do bebê. Em uma posição berço ou colo, o bebê deve estar voltado para cima não estar virado para o seu corpo. Assim como em posição de colo natural, ou quando colocado no berço, o rosto do bebê deve estar visível, e não coberto por panos ou cobertores. Essa baliza diz respeito tanto à segurança contra asfixia do bebê mas é um convite de atenção do adulto carregador, tal e qual é demandada para um bebê fora do carregador. Olhar o rostinho do bebê pode alertar para qualquer desconforto.

3) À distância de um beijo: a cabeça do bebê deve estar tão perto de seu queixo quanto for confortável. Inclinando a cabeça para frente você deve ser capaz de beijar seu bebê na cabeça ou na testa. Essa baliza diz respeito à altura do carregamento, para evitar exclusivamente que os solavancos do caminhar do adulto atuem como pêndulo em um bebê colocado muito baixo. Ainda assim é relevante notar que na abordagem Colo Com Amor, compreendemos que o corpo do adulto contempla também uma série de variáveis. Por exemplo, é comum que quand