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SAMPA BLOG

Tudo o que você precisa saber sobre carregadores de malha

Bebês humanos e crianças pequenas dependem dos adultos e precisam ser carregados até que possam se movimentar sozinhos, em maior e menor intensidade conforme estágio de desenvolvimento.


Frente às outras formas de carregar um bebê - no colo sem aparatos ou em aparatos que tiram o bebê do colo, alienando-o de todos os incontáveis benefícios - certamente os carregadores oferecem um sem fim de vantagens.



Uma delas é a versatilidade.


Já sabemos que carregar bebês no colo com o auxílio de um facilitador remete à uma tradição ancestral: isso sempre ocorreu em absolutamente todas as culturas do mundo.



É notório que, de acordo com suas necessidades, materiais disponíveis e demais aspectos sócio-culturais, nossas matrizes ancestrais de carregamento de bebê com auxílio de um facilitador elaboraram uma ampla gama de possibilidades para tal.


São carregadores rígidos ou não. De tecido, couro ou fibras. Quem trança, faz carregador de trança. Quem tem acesso ao algodão, carda e tece. Povos caçadores utilizam as peles dos animais. Se é frio, o carregador é quente. Se é quente, o carregador é leve.



Todas as fotos são do livro Bebês du Monde de Beatrice Fontanel e Clarice d'Harcourt


Atualmente, à partir do resgate dessa prática e cada vez maior adesão dos adultos que cuidam com afeto de seus bebês, temos visto essa tendência aplicada na contemporaneidade. Os carregadores de bebê podem ser encontrados de formas diversas, desde produtos altamente tecnológicos e caros até amarrações improvisadas com tecidos que alguém tinha em casa.


Uma das questões bastante discutidas no universo brasileiro do carregamento de bebês com o auxílio de facilitadores de colo é o uso da malha para a fabricação de carregadores. A cultura contemporânea brasileira de carregamento de bebês usa a malha desde sempre, e aproveita de sua versatilidade e acessibilidade.


Boas malhas não apresentam contra-indicação nenhuma para serem usadas como matéria prima para carregadores de bebê, especialmente se forem wrapslings - exatamente porque sua segurança e praticidade está diretamente atrelada à amarração . No caso de carregadores modelados, como os pouchslings, as técnicas de corte e costura, sobreposição de tecidos e outros conhecimentos adquiridos ao longo dos anos pelas produtoras aqui no Brasil, em combinação com peso do bebê e qualidade da malha, garantem adequação desse produto, sem nenhuma contra-indicação.



Resumindo: bons produtos de malha feitos por bons fabricantes com experiência no seu manejo são extremamente adequados para carregar bebê.


O que temos visto, infelizmente, é uma tendência de tratar os produtos nacionais, a competência das fabricantes brasileiras e acima de tudo as escolhas das mães como passíveis de críticas sem fundamento nenhum, apenas porque não seguem aspectos de uma suposta cartilha europeia de carregar bebê.


Já falamos sobre isso nesse texto, que trata dessa lógica de colonialismo na comunidade de carregamento de bebês com o auxilio de facilitadores de colo.


Os produtos brasileiros, construídos dentro do nosso contexto, por nossas mulheres, para nossos filhos, com nossos produtos acessíveis não são inferiores. E muito, muito menos proibidos ou inadequados.


Portanto, ainda que algumas linhas de pensamento gostem de criticar o uso da malha na cultura brasileira contemporânea de facilitadores de colo, somos muito confiantes nesse sentido: não há problema nenhum com esse tecido.


Wrap de malha Amor no Pano

Wrap de Malha Mandacaru

Wrap de Malha Toca Baby Slings

Pouch de Malha Lilith

Wrap de Malha WS Slings